O Cobre e os para-raios

O Cobre e os para-raios…

Os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), popularmente conhecidos como para-raios, são equipamentos fundamentais para a segurança estrutural das edificações, atuando também indiretamente na proteção das pessoas. Este tipo de proteção é regulamentada pela norma NBR 5419 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que, entre outros pontos, preocupa-se com a qualidade dos materiais empregados na instalação. Assim, a norma proíbe metais ferrosos galvanizados eletroliticamente. Em casos de ambientes agressivos, a NBR 5419 exige a utilização de metais nobres, descartando o uso do alumínio ou elementos ferrosos.

O cobre, por ser mais durável e suscetível à umidade, conquistou os profissionais da área e se tornou o material mais usado nestas aplicações. O cobre é o metal mais indicado nos SPDA’s, pois é fácil de instalar e eficiente na proteção contra uma descarga atmosférica, não sofrendo as ações do tempo. Isso garante a continuidade na condução do raio.
Fonte: Jornal do Síndico

Mitos e verdades sobre os pára raios

Mitos e verdades  sobre os pára raios

“Um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar”. Quantas vezes já ouvimos isso! Pois saiba que é uma grande bobagem!!! É comprovado que um raio pode cair mais de uma vez no mesmo lugar.

Outras crenças populares contribuem para que as pessoas tenham dúvidas sobre este assunto e continuem se arriscando. Uma das mais comuns é a de se achar que estamos protegidos pelo para-raios do vizinho. Grande erro. Há uma confusão ainda maior. Muitos acreditam que os para-raios possam atrair os raios para suas edificações e, por medo, se recusam a instalá-los. Na realidade o para-raios é um caminho seguro para conduzir a energia gerada pelo raio à terra.

Mais uma dúvida comum: os para-raios não protegem os equipamentos eletroeletrônicos. Para isso devem ser usados o aterramento elétrico (fio terra) e supressores de surto. Todo o sistema de aterramento deve ser equipotencializado.

Dicas para um bom projeto de Para raios

Dicas para um bom projeto de Para raios ( SPDA ) Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas
• Os condutores de descida são distribuídos ao longo do perímetro da edificação, de acordo com o nível de proteção, com preferência para as quinas principais.

• Em edificações acima de 20 metros de altura, os condutores das descidas e dos anéis intermediários horizontais devem ter a mesma bitola dos condutores de captação, devido à presença de descargas laterais.

• Para minimizar os danos estéticos nas fachadas e no nível dos terraços, podem-se utilizar condutores chatos de cobre.

• A malha de aterramento deve ser com cabo de cobre nu #50mm² a 0,5m de profundidade no solo, interligando todas as descidas.

• Os eletrodos de aterramento tipo “copperweld” devem ser de alta camada (254 microns). Os eletrodos de baixa camada não são permitidos.

• As conexões enterradas devem ser preferencialmente com solda exotérmica. Se forem usados conectores de aperto, instala-se uma caixa de inspeção de solo para proteção e manutenção do conector.

• As equalizações de potenciais devem ser executadas no nível do solo e a cada 20 metros de altura, onde são interligadas todas as malhas de aterramento, bem como todas as prumadas metálicas, além da própria estrutura da edificação.

• As tubulações de gás com proteção catódica não podem ser vinculadas diretamente. Neste caso deve-se instalar um DPS tipo centelhador.

• Lembre-se que o cobre é o melhor condutor de energia e tem papel fundamental na instalação dos para-raios que protegem o seu patrimônio e a sua vida.

Necessidade de ter um Para-raios

Para- raios ou SPDA uma necessidade primordial em um país campeão em incidências de raios…

Fenômenos naturais que podem matar pessoas, causar incêndios e danificar aparelhos eletroeletrônicos, as descargas atmosféricas sempre foram um transtorno para a população. Vilões em várias tragédias, os raios podem trazer muita dor de cabeça se não observamos algumas medidas de segurança.

Campeão em incidência de raios, o Brasil é constantemente palco de histórias alarmantes. Blackouts, incêndios, mortes, prejuízos… Basta chover e as más notícias aparecem.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o País é atingido por 70 milhões de descargas elétricas por ano, o equivalente a três raios por segundo! E os grandes centros urbanos são as principais áreas afetadas, já que estudos indicam que a poluição atmosférica e as ilhas de calor contribuem para a ocorrência de raios. Continuar lendo