Mitos e verdades sobre os pára raios

Mitos e verdades  sobre os pára raios

“Um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar”. Quantas vezes já ouvimos isso! Pois saiba que é uma grande bobagem!!! É comprovado que um raio pode cair mais de uma vez no mesmo lugar.

Outras crenças populares contribuem para que as pessoas tenham dúvidas sobre este assunto e continuem se arriscando. Uma das mais comuns é a de se achar que estamos protegidos pelo para-raios do vizinho. Grande erro. Há uma confusão ainda maior. Muitos acreditam que os para-raios possam atrair os raios para suas edificações e, por medo, se recusam a instalá-los. Na realidade o para-raios é um caminho seguro para conduzir a energia gerada pelo raio à terra.

Mais uma dúvida comum: os para-raios não protegem os equipamentos eletroeletrônicos. Para isso devem ser usados o aterramento elétrico (fio terra) e supressores de surto. Todo o sistema de aterramento deve ser equipotencializado.

Dicas para um bom projeto de Para raios

Dicas para um bom projeto de Para raios ( SPDA ) Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas
• Os condutores de descida são distribuídos ao longo do perímetro da edificação, de acordo com o nível de proteção, com preferência para as quinas principais.

• Em edificações acima de 20 metros de altura, os condutores das descidas e dos anéis intermediários horizontais devem ter a mesma bitola dos condutores de captação, devido à presença de descargas laterais.

• Para minimizar os danos estéticos nas fachadas e no nível dos terraços, podem-se utilizar condutores chatos de cobre.

• A malha de aterramento deve ser com cabo de cobre nu #50mm² a 0,5m de profundidade no solo, interligando todas as descidas.

• Os eletrodos de aterramento tipo “copperweld” devem ser de alta camada (254 microns). Os eletrodos de baixa camada não são permitidos.

• As conexões enterradas devem ser preferencialmente com solda exotérmica. Se forem usados conectores de aperto, instala-se uma caixa de inspeção de solo para proteção e manutenção do conector.

• As equalizações de potenciais devem ser executadas no nível do solo e a cada 20 metros de altura, onde são interligadas todas as malhas de aterramento, bem como todas as prumadas metálicas, além da própria estrutura da edificação.

• As tubulações de gás com proteção catódica não podem ser vinculadas diretamente. Neste caso deve-se instalar um DPS tipo centelhador.

• Lembre-se que o cobre é o melhor condutor de energia e tem papel fundamental na instalação dos para-raios que protegem o seu patrimônio e a sua vida.